10.2.09

Notícias do PNEP



A nossa professora frequenta uma Acção de Formação sobre Língua Portuguesa com o Formador Sr. Dr. Fernando Lopes.
Com esta formação, a nossa professora pretende actualizar e aprofundar os conhecimentos científicos e metodológicos, no que respeita ao ensino da Língua Materna.
De vez em quando, às segundas-feiras, o Sr. Dr. Fernando, vem assistir ás nossas aulas de Língua Portuguesa. Assim, a nossa professora tem o cuidado de pôr em prática os temas abordados nas oficinas temáticas da formação.
Nós até gostámos, pois já nos familiarizámos com a sua presença na sala de aula, desde o ano passado, pois é o 2º ano de formação, e já no ano anterior, o Sr. Dr. assistia às nossas aulas de Língua Portuguesa.
Esta última aula assistida, foi muita divertida, pois realizámos actividades, que no início pensámos que não saberíamos como as realizar, no entanto, foi facílimo e até divertido. Apenas foram diferentes das que estamos habituados a fazer.
O Sr. Dr. Fernando gostou muito das actividades e até tirou fotografias aos nossos trabalhos.
A aula começou com uma dramatização de um conto” Os ovos misteriosos”, conto este, que alguns meninos já conheciam da biblioteca.
Para além das várias actividades que realizámos no âmbito da área de Língua Portuguesa, tirámos várias conclusões com este texto: “A união faz a força “; “ Somos todos diferentes, somos todos iguais”. Aprendemos valores de amizade, respeito pelos outros, solidariedade, aceitação das diferenças…

8.1.09

Hino da Nossa Escola

Nossa escola é um jardim
Com cheirinho a alecrim
É uma rosa em botão
Nela trabalho, estudo
Brinco, jogo, faço tudo
Às vezes sou trapalhão.

Aprendo também a ser
Educado e a bem fazer
A ajudar o meu irmão
Ao chegar ao fim do dia
Sinto em mim grande alegria
Por findar a obrigação.

Quero, ser feliz na minha escola
Ser bom aluno
Não quero ser um artola
Quero ser grande
Ser um Homem a valer
E levar sempre comigo
O que na escola aprender.

Nossa escola é um jardim
Com cheirinho a alecrim
É uma rosa em botão
Nela trabalho, estudo
Brinco, jogo, faço tudo
Às vezes sou trapalhão.

Hino de Riba de Ave

Vale formoso do Ave
Repercute um canto belo
Salvé, Salvé Riba de Ave
Salvé Fábrica modelo.
Salvé, Salvé Riba de Ave
Salvé Fábrica modelo.

Como soldados, nós somos valentes
Nesta luta de glória sem par
Nossas armas são fusos e pentes
Nossa guerra é tecer no tear.
Os despojos da nossa batalha
São a paz, a alegria, o amor
Recompensa assim, tem quem trabalha
Com afã, com suor, com ardor.
Vibrando em ardente anelo
O Vale formoso do Ave
Repercute um canto belo
Salvé Salvé Riba de Ave
Repercute um canto belo
Salve, Salvé Riba de Ave

15.12.08

Lendas da nossa terra

Lendas da nossa terra

Já pouco se fala de lendas nos nossos dias, caíram no esquecimento. A realidade de um quotidiano stressado e materializado pela vida moderna, não deixa lugar para a mística, para o sonho. As lendas são uma herança de beleza que nos ficou do passado e que sendo verdadeiras ou falsas, nos transportam para um mundo de sonho,libertando a nossa imaginação e criatividade.



Lenda do Rio Ave

Diz-se que certo dia, chegou à Serra da Agra uma moça vinda dos lados de Espanha. Desenvolta, jovem e bonita chegou à fronteira, que praticamente não existia, deixou-se ficar com o seu rebanho de cabras, na bela paisagem que a encantava.
Diz a lenda que um cavaleiro muito elegante, numa manhã de Sol quando caçava com outros caçadores pelas redondezas ficou como que maravilhado diante da moça pastora. Cumprimentou-a ternamente:
- Bom dia, linda Cabreira… Tens a luz do Sol no teu olhar.
Ela sorriu, envergonhada e respondeu com voz trémula:
- É dos vossos olhos, Senhor… Eu não valho o vosso cumprimento…
Então o cavalheiro faz sinal aos seus companheiros para se afastarem e desmontou devagar do cavalo, com um sorriso de promessas:
- Ouve, linda Cabreira… por ti, e só por ti, vou abandonar a caça e ficar neste local… para te adorar!
Assim começou mais um romance de Amor, que durou horas, dias, talvez semanas…Cavaleiro e Donzela trocaram as suas juras, como se só eles existissem no Mundo ali os dois sozinhos, recolhidos num recanto paradisíaco da Serra da Agra.
Mas tudo tem um fim, diz o Povo e a Verdade. Em certo momento o Cavaleiro lembrou-se que tinha de partir.
Obrigações importantes esperavam-no decerto:
- Escuta minha bem amada…
Eu vou, mas voltarei o mais rapidamente possível. Já não posso viver sem ti.
Triste, suspirando, ela apenas confessou:
-Nem sequer sei quem sois… Como vos chamais…
Ele riu, dominador e feliz.
-Pouco importa… Sou o Homem que tu amas e te ama…
Mas se queres saber mais, digo-te que sou o Conde de uma vila próxima que virei buscar-te em breve para o meu palácio. Espera por mim!
-Esperarei até ao fim da minha vida.
E esperou, na verdade, até se secar quase morta de fome e de cansaço e de frio (e de desilusão, também)!
- Preciso de o encontrar, de o encontrar de novo… nem que para isso tenha de ser ave e voar…
E chorou. Chorou tanto, tanto, que o caudal das suas lágrimas se transformou depois num rio e esse rio foi banhar a Terra daquele que a abandonou: “Vila do Conde”.
E o bom Povo quis perpetuar para sempre, com toda a justiça, o amor desgostoso da moça pastora.
Por isso, deu à Serra onde ela vivera a sua grande paixão o nome de Serra da Cabreira e já que ela queria ser ave e voar passou a chamar ao rio de Vila do Conde o Rio Ave…
Lenda do Penedo da Grade


A propósito desta lenda, diz-se, que era uma vez um lavrador que em dia de Santo António, teimava em lavrar um seu campo, indiferente a esse mesmo dia de santificada guarda. Os animais escolhidos para puxarem à grade era um par de toiros, bonitos como o sol. Mas estes recusavam-se a executar o trabalho. E vai daí o lavrador, fora de si , numa praga incontida , gritou que o diabo os levasse.
Ora o diabo que andava perto levou o lavrador, a grade e os toiros, fundindo tudo em oiro maciço no penedo que ergue acima do leito do rio. Daí o nome de Penedo da Grade, daquela grade que alguns já têm tentado desencantar, e afirmam terem visto em recâmaras horríveis que existem no fundo do mesmo penedo. A sua guarda está confiada ao diabo, a quem será preciso iludir em manhã de S. João. Já meteram fogo ao penedo, mas ele resistiu.

Também se conta esta lenda de outro modo.
Andava uma bonita moira a lavrar o campo com a sua grade de oiro puxada por dois belos novilhos, quando sentiu a aproximação dos cavaleiros cristãos que visavam aprisioná-la. Na fuga, precipitou-se sobre um penedo próximo que a recolhera no seu interior com os toiros e a grade, onde há séculos aguarda quem a vá desencantar.

6.12.08

Lenda da ponte de Riba de Ave.



Certo dia, o fidalgo António Vaz Vieira, da ilustre Casa do Toural (Guimarães), que tinha a sua amada num dos nobres solares que se erguiam lá para os lados de Landim,a quem resolvera visitar, atirou-se ao Rio Ave , a nado, indiferente à enorme cheia que galopava as margens .Tal imprudência deu origem a que fosse envolvido pela força da corrente, fazendo perigar a sua própria vida. Exausto e milagrosamente atirado pelo turbilhão das águas, naquele mesmo momento, determinara mandar ali construir uma ponte.
A confirmar a história desta lenda, lá está a inscrição feita a cinzel no sopé do cruzeiro que forma o conjunto devocional das Alminhas da Ponte, na qual se regista o nome daquele fidalgo Vaz Vieira.

3.12.08

A nossa terra

Vestígios do passado local

O filme que vi sobre Riba de Ave, mostrou-me como era a minha terra, há alguns anos atrás e como viviam os nossos antepassados.
Este, foi feito pela minha professora Maria do Carmo.
No filme, vi um cruzeiro que está situado em frente à ponte. Tem gravado o nome da pessoa que o mandou construir e está ligado à lenda da ponte.
Observei uma igreja antiga, construída pelos romanos. Junto à igreja, existiam túmulos feitos de pedra e com inscrições. Estes eram utilizados para colocar as pessoas que morriam e até tinham a forma do corpo das pessoas.
Vi uma ponte romana. Esta ponte era muito importante para a época, uma vez que facilitava o transporte das pessoas, dos animais e das mercadorias.
Também vi alguns instrumentos da época, ligados à actividade têxtil, como a roca e o fuso que serviam para fiar o linho, e o tear manual que servia para tecer o linho.
Pude ver um moinho de água, que servia para os moleiros moerem o milho, que depois de transformado em farinha, seria para fazer o pão. O pão, era um alimento muito importante na época e consumido por todas as pessoas.
O que mais gostei de ver, foi o moinho de água. Ao ver estas imagens, percebi melhor, como eram os moinhos, qual a sua utilidade, e que eram construídos junto dos rios, pois eram movidos pela força da água.
Sara